sábado, 22 de junho de 2013

Os chacras e a incorporação na umbanda

Os chacras são a fonte de equilíbrio humano para sintonizar com o cósmico, o Divino e consigo mesmo. 

Na Umbanda as representações dos Chakras são oriundas das vertentes orientais que permeiam o panteão divino umbandista.

Através deles os Orixá atuam sobre nós em cada uma das sete linhas.

NOÇÕES BÁSICAS SOBRE OS CHAKRAS

CHAKRAS E NADIS - Chakra é a denominação sânscrita dada aos centros de força existentes nos corpos espirituais do homem; também são chamados lótus ou rodas. Quando eles estão inativos assemelham-se a rodas; quando despertam, eles tomam a aparência de uma flor (lótus) aberta, irradiante, colorida pela freqüência da energia das pétalas.



Em "Umbanda - A Proto-Síntese Cósmica", livro que esclarece amplamente os fundamentos umbandistas, as ligações do corpo físico com os corpos astral e mental, como segue:

Os Núcleos Vibratórios ou Chacras (Rodas Vibratórias) morfologicamente são constituídos de 2 elementos: o elemento central captador e a haste que conduz as energias captadas. Temos uma pálida idéia do mesmo, na morfologia do neurônio.
O corpo do neurônio, com seus dendritos, seria o elemento central ou "corpo" do Núcleo Vibratório e o axônio do neurônio seria a haste condutora e de fixação do Núcleo Vibratório.
Neurônio e seu ponto de ligação com o chacra
A figura mostra a analogia entre o Núcleo Vibratório e o neurônio. Vemos, pois, que o neurônio é um equivalente do Núcleo Vibratório no organismo físico, no corpo denso.  Foi como dissemos, pela condensação das projeções dos Núcleos Vibratórios do organismo astral ao corpo etérico que esses (os neurônios) se consubstanciaram no corpo físico denso, sendo a unidade fundamental do sistema nervoso.

Assim, podemos associar certas funções neuronais, algumas extremamente complexas, com o funcionamento dos Núcleos Vibratórios (Chakras).
No organismo astral há 57 Núcleos Vibratórios fundamentais, sendo 8 considerados principais, de 1ª Ordem ou Magnos. Em verdade 1 + 7, pois o 1º é de transição entre o organismo mental e o astral. No corpo etérico também temos Núcleos Vibratórios principais ou magnos, além dos secundários, terciários, etc. Os 7 principais se localizam no organismo astral e, no organismo físico, no duplo etérico ou corpo etérico, segundo a ilustração abaixo.
Além desses Núcleos Vibratórios principais há os secundários, terciários, etc. Interessante e digno de nota é que entre os Núcleos Vibratórios há uma profusa rede de ligação e comunicação, idêntica à que existe no sistema nervoso do corpo físico denso.
A rede que liga os diversos Núcleos Vibratórios não guarda analogia anatômica com sua equivalente no corpo físico denso, mas existe uma rede vibratória no corpo físico denso, que corresponde aos chamados MERIDIANOS DA ACUPUNTURA. Aliás, essa era a arte de manter a energia vital sempre em tônus próprio, em pleno seio da Raça Vermelha, que a revelou à Raça Amarela, isto já bem recentemente, há poucos milênios.
Se dissemos que existem os principais, os secundários se encontram em várias regiões e suas equivalências físicas também. Temos uma importante equivalência física de Núcleos Vibratórios nas mãos.
As mãos representam AÇÃO, e seus componentes digitais se equivalem a vários núcleos superiores do encéfalo, principalmente de suas regiões corticais: zonas talâmicas, epitalâmicas e hipotalâmicas.







terça-feira, 18 de setembro de 2012

Novidades no DeUmbanda.com

Saravá!

Que a Luz Maior esteja conosco.

Estamos há um bom tempo com os 'trabalhos online' estacionados, mas por bons motivos.

O tempo é aliado de quem o aproveita. Ainda não aprendemos como aproveitá-lo muito melhor, mas já avançamos um pouco. Então temos muito conteúdo de pesquisa para compartilhar e discutir, avaliar percepções e conhecimentos.

Se você se interessou por nosso blog e tem qualquer novidade, histórias, aprendizados pessoais (narrativas), livros, contos, pontos e outros ensinamentos que possa e queira partilhar, envie-nos por e-mail: robertope.lima@gmail.com

Saravá!

sábado, 21 de abril de 2012

Vovó Catarina


« Também conhecida como Dona Euzália »

Os tambores tocavam o ritmo cadenciado dos Orixás, e nós dançávamos. Dançávamos todos em volta da fogueira improvisada ou à luz de tochas ou velas de cera que fazíamos. A comida era pouca, mas para passar a fome nós dançávamos a dança dos Orixás. E assim, ao som dos tambores de nosso povo, nos divertíamos, para não morrer de tristeza e sofrimento. Eu era chamada de feiticeira. Mas eu não era feiticeira, era curandeira. Entendia de ervas, com as quais fazia remédios para o meu povo, e de parto; eu era a parteira do povo de Angola, que estava errando naquela terra de meu Deus. Até que Sinhazinha me tirou do meu povo. Ela não queria que eu usasse meus conhecimentos para curar os negros, somente os brancos; afinal, negro - dizia ela - tinha que trabalhar e trabalhar até morrer. Depois, era só substituir por outro. Mas Dona Moça não pensava assim. Ela gostava de mim, e eu, dela. Fui jogada num canto, separada dos outros escravos, e todas as noites eu chorava ao saber que meu povo sofria e eu não podia fazer nada para ajudar. De dia eu descascava coco e moía café no pilão. À noite eu cantava sozinha, solitária. E ouvia o cantar triste de meu povo, de longe. Ouvia o lamento dos negros de Angola pedindo a Oxalá a liberdade, que só depois nós entendemos o que era. E os tambores tocavam o seu lamento triste, o seu toque cadenciado, enquanto eu respondia de meu cativeiro com as rezas dos meus Orixás. A liberdade, que era cantada por todos do cativeiro, só mais tarde é que nós a compreendemos. A liberdade era de dentro, e não de fora.

Aqueles eram dias difíceis, e nós aprendemos com os cânticos de Oxóssi e as armas de Ogum o que era se humilhar, sofrer e servir, até que nosso espírito estivesse acostumado tanto ao sofrimento e a servir sem discutir, sem nada obter em troca, que, a um simples sinal de dor ou qualquer necessidade, nós estávamos ali, prontos para servir, preparados para trabalhar. E nosso Pai Oxalá nos ensinou, em meio aos toques dos tambores na senzala ou aos chicotes do capitão, que é mais proveitoso servir e sofrer do que ser servido e provocar a infelicidade dos outros.

Um dia, vítima do desespero de Sinhá, eu fui levada à noite para o tronco, enquanto meus irmãos na senzala cantavam. A cada toque mais forte dos tambores, eu recebia uma chibatada, até que, desfalecendo, fui conduzida nos braços de Oxalá para o reino de Aruanda. Meu corpo, na verdade, estava morto, mas eu estava livre, no meio das estrelas de Aruanda. Em meu espírito não restou nenhum rancor, mas apenas um profundo agradecimento aos meus antigos senhores, por me ensinar, com o suor e o sofrimento, que mais compensa ser bom do que mau; sofrer cumprindo nosso dever do que sorrir na ilusão; trabalhar pelo bem de todos do que servir de tropeço. Eu era agora liberta, e nenhum chicote, nenhuma senzala poderia me prender, porque agora eu poderia ouvir por todo lado o barulho dos tambores de Angola, mas também do Kêtu, de Luanda, de Jêje e de todo lugar. Em meio às estrelas de Aruanda eu rezava. Rezava agradecida ao meu Pai Oxalá.

Fui pra Aruanda, lugar de muita paz! Mas eu retomei. Pedi a meu Pai Oxalá que desse oportunidade pra eu voltar ao Brasil pra poder ajudar a Sinhá, pois ela me ensinou muita coisa com o jeito dela nos tratar. E eu voltei. Agora as coisas pareciam mudadas. Eu não era aquela nega feia e escrava. Era filha de gente grande e bonita, sabia ler e ensinava crianças dos outros. Um dia bateu na minha porta um homem com uma menina enjeitada da mãe. Era muito esquisita, doente e trazia nela o mal da lepra. Tadinha! Não tinha pra onde ir, e o pai desesperado não sabia o que fazer. Adotei a pobre coitada, fui tratando aos poucos e, quando me casei, levei a menina comigo. Cresceu, deu problema, mas eu a amava muito. Até que um dia ela veio a desencarnar em meus braços, de um jeito que fazia dó. Quando eu retomei pra Aruanda, o que vocês chamam de plano espiritual, ela veio me receber com os braços abertos e chorando muito, muito mesmo. Perguntei por que chorava, se nós duas agora estávamos livres do sofrimento da carne, então, ela, transformando- se em minha frente, assumiu a feição de Sinhazinha! Ela era a minha Sinhá do tempo do cativeiro. E nós duas nos abraçamos e choramos juntas. Hoje, trabalhamos nas falanges da Umbanda, com a esperança de passar a nossa experiência pra muitos que ainda se encontram perdidos em suas dificuldades.


Extraído do Livro (TAMBORES DE ANGOLA)

terça-feira, 10 de abril de 2012

O indefinível indefinido humano

O que não pode ser definido, jamais perece, ou esgota seus mistérios.

O que é pré-determinado e tem nome limitado pela lógica humana, restringe seu próprio campo energético, esgota-se.

O que é capaz de revelar poder de fato, indefinido, inimaginável, intangível, não pode ser definido em nomes dados por seres tão inferiores que mal conseguem se comunicar entre a própria espécie, humana.

Se todos somos uma unidade em expansão constante, a colaboração deveria ser também crescente, a fim de não esgotar os recursos naturais, físicos, estruturais e humanos.

Esqueça todas as suas definições e conecte sua mente.


O universo é livre, e plurienergético!